Abra seu espírito com
as sete chaves de Da Vinci
O sucesso do livro O Código Da Vinci – que deve se repetir agora com o filme – aproveita a genialidade do pintor da Mona Lisa. Artista, inventor e cientista, o italiano Leonardo Da Vinci, o mestre do Renascimento, desenvolveu qualidades que se revelam sincronizadas aos anseios do homem do século 21. Um livro recém-lançado mostra como seguir os passos desse gênio para o aprimoramento espiritual.
TEXTO: WILSON F. D. WEIGL
ILUSTRAÇÃO: EDUARDO KERGES
A dama só é conhecida pelo retrato na tela e sobre sua verdadeira identidade sobram especulações. O quadro está longe de ser monumental, como um mural ou algo do gênero: mede modestos 77 por 53 cm. Tamanho não é mesmo documento, pois a Mona Lisa, ou Gioconda, é a obra de arte mais famosa de todos os tempos. E também a maior atração do Museu do Louvre, em Paris, onde multidões fazem fila para vê-la protegida por um vidro com 2 polegadas de espessura. Para entender o porquê, basta notar na tela a humanidade que emana desse rosto. Sem falar no sorriso misterioso, que ninguém é capaz de classificar. Enigmático? Desafiador? Inocente? Sensual? Vivo, enfim.
O quadro que revolucionou a técnica de pintar retratos – pela primeira vez, um artista praticamente expôs a alma do modelo – é uma das obras-primas do italiano Leonardo Da Vinci (1452-1519). “Ele foi um dos três grandes mestres do Renascimento, ao lado de Michelângelo e Rafael”, diz o professor de história da arte Gilson Pedro, do Scriptorium, de São Paulo. “Sua influência histórica foi maior do que a dos outros dois, entretanto, pois além de gênio artístico era também cientista.”
Pintor e escultor, sim, e também inventor, astrônomo, engenheiro e matemático, Da Vinci conciliou ciências humanas e exatas. Deixou cadernos com estudos e croquis, nos quais reproduz vôos de pássaros e detalha projetos para máquinas voadoras, pontes e submarinos. Apesar de sua importância como artista, não produziu muitas telas. “Leonardo demorava anos para terminar as pinturas e, por isso, exasperava os que o contratavam”, lembra o professor Gilson Pedro. Para pintar a Mona Lisa, iniciada em 1503, ele levou três anos.

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