A sabedoria mora em suas palavras. Quando
ele fala, todos querem ouvi-lo. Um dos maiores
mestres espirituais de nosso tempo,Tenzin Gyatzo,
o 14° dalai-lama, a autoridade máxima do budismo
tibetano, transcende sua religião e consegue tocar
o coração de gente de todas as crenças ao defender
a união entre os povos e a conquista de espaços
sem o uso da violência. Os pensamentos ao lado
são extraídos de discursos e entrevistas que o
mestre profere incansavelmente em todo o mundo.
Fazem parte do livro Dalai-Lama,Todos os Dias –
365 Meditações Diárias (ed.Verus), uma antologia de
frases selecionadas pelo francês Bernard Baudouin.
São pequenos ditos que nos convidam a refletir
e trazem luz a nossa percepção do mundo
e das escolhas que naturalmente dela decorrem.
1.
Sem amor, não
poderíamos sobreviver.
Os seres humanos são
criaturas sociais, e
sentir-se valorizado
pelos outros é a
própria base da vida
2.
Quanto mais respeito
sentimos por uma pessoa
comum, mais dela nos
aproximamos e mais nos
predispomos a seguir seus
conselhos. Do mesmo
modo, quanto mais crédito
você der a seu mestre,
maior progresso terá nas
suas práticas.
3.
Se está acima de
sua capacidade
dar o melhor de si,
a situação é uma.
Mas se está a seu
alcance, você
deve fazê-lo.
4.
A única coisa que
importa é colocar
em prática, com
sinceridade e
seriedade, aquilo
em que se acredita.
5.
Quer se creia, quer não
em uma religião, quer
se creia, quer não na
reencarnação, não há
ninguém que deixe de
apreciar a cordialidade
e a compaixão.
6.
Se nos examinamos a cada
dia com atenção e vigilância,
interrogando nossos
pensamentos, nossas
motivações e suas
manifestações sobre nosso
comportamento exterior,
poderá emergir em nós
uma real oportunidade
de mudança e de
aperfeiçoamento pessoal.
7.
Minha ignorância,
meus apegos, meu
desejo, meus ódios!
Eis aí, na verdade,
meus inimigos.
8.
A finalidade de todas
as grandes religiões
não é se manifestar
exteriormente,
construindo grandes
templos, mas criar
templos de bondade
e compaixão no interior,
em nosso coração.
9.
Quando somos capazes
de reconhecer e perdoar
os atos de ignorância
cometidos no passado,
nós nos fortificamos e nos
colocamos à altura de
resolver de maneira
construtiva os problemas
do presente.
10.
Um dos pontos mais
relevantes nos
relacionamentos
humanos é a gentileza.
Ela, o amor e a
compaixão, esse
sentimento que é a
essência da fraternidade,
levam-nos
à paz interior.
11.
Se nosso espírito não se
mantém estável e calmo
mesmo quando nossa
condição física é satisfatória,
não conseguimos tirar dele
nenhum prazer. Portanto,
o segredo de uma vida
desabrochada, agora e no
futuro, consiste em
desenvolver um espírito feliz.
12.
É indispensável
demonstrar tolerância
e paciência no amor a
seus inimigos. Esse é
o fundamento da vida
espiritual, graças ao qual
vivemos para o amor
do próximo e para
o bem da humanidade.
13.
A crença religiosa não é uma
garantia de integridade moral.
Olhando para a história, vemos
que, entre os grandes provocadores
– aqueles que distribuíram
fartamente violência, brutalidade
e destruição –, muitos há que
professaram uma fé religiosa, às
vezes escancaradamente. A religião
pode nos ajudar a estabelecer
princípios éticos. Contudo é
possível falar de ética e
moralidade sem recorrer à religião.
14.
Cada uma das ações que
projetamos e realizamos e o
modo pelo qual decidimos
pautar nossa vida – como
decidimos vivê-la no quadro
das limitações impostas pelas
circunstâncias – podem ser
percebidos como nossa
resposta à grande questão
diante da qual todos estamos:
“Como posso ser feliz?”
15.
Em nossa grande busca de
amor, somos mantidos pela
esperança. Sabemos, muito
embora não o queiramos
admitir, que não pode
haver nenhuma garantia
de uma vida melhor
e mais feliz do que a que
levamos no dia de hoje.
16.
O importante é que as pessoas
façam um esforço sincero para
desenvolver sua capacidade em
matéria de compaixão. O grau que
elas poderão realmente alcançar
depende de numerosos fatores.
Se realmente fazem tudo o que
lhes é possível para ser mais
cordiais e tornar o mundo um
lugar melhor, então, a cada tarde,
poderão dizer: “Pelo menos fiz
o melhor que pude...”
17.
Não podemos
vencer a cólera e o
ódio simplesmente
suprimindo-os.
Devemos cultivar
empenhadamente
seus antídotos:
a paciência e
a tolerância.
18.
A linha divisória entre
um desejo – ou um ato –
negativo e um positivo
não está no fato de ele lhe
oferecer imediatamente
a sensação de satisfação,
mas, sim, no fato de
ao final produzir
resultados positivos
ou negativos.
19.
A cobiça está ligada ao fato
de que, embora o motivo
subjacente seja a busca da
satisfação, quer a ironia que,
depois de conseguido
o objeto de seus desejos, você
nunca se sinta satisfeito.
O verdadeiro antídoto contra
a cobiça é o contentamento.
Se você tem disso um senso
desenvolvido, pouco importa
que você consiga ou não o objeto.
Nos dois casos, você estará
igualmente satisfeito.
20.
Por via do esforço contínuo,
poderemos superar todas as
formas de condicionamento
negativo e provocar mudanças
políticas em nossa vida. Mas é
ainda necessário percebermos
que a verdadeira mudança
não ocorre no intervalo de
uma noite.
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Índia, quando tinha apenas 24 anos. Reportagens sobre
medicina tibetana, técnicas de meditação e dicas para
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edição que está nas bancas.