Para a medicina tradicional chinesa, uma alimentação à base de produtos frescos nutre o corpo com a energia vital ch’i, presente na natureza. Segundo seus princípios, baseados no taoísmo, a saúde também resulta da combinação equilibrada de cores e sabores dos alimentos. Dois novos livros resgatam esses princípios milenares em receitas criativas e fáceis de preparar. Comer com Sabedoria, assinado por uma nutricionista especializada em dietética chinesa, traz fichas de 30 pratos, destacando a estação do ano a refeição mais indicada para o consumo. Há também um A-a-Z dos alimentos segundo seu potencial energético. Já o livro A Alquimia dos Sabores, de um médico graduado em medicina oriental, associa os conceitos chineses aos alimentos funcionais, que combatem a oxidação celular e o envelhecimento, como azeite, chá verde, tomate, linhaça e soja. Inclui uma dieta de sete dias para perder peso e desintoxicar.
LIVROS
A Alquimia dos SaboresPASSEIO - Acaba de ser aberta ao público uma área de mata Atlântica em plena São Paulo antes restrita a pesquisadores. A floresta intocada, no Jardim Botânico, exibe árvores centenárias e pode ser percorrida numa trilha suspensa de madeira de até 4 m de altura. Jardim Botânico, av. Miguel Stéfano, 3031, São Paulo, tel. (11) 5073-6300.
EXPOSIÇÃO – De 4 de maio a 8 de junho, o Paço Imperial carioca recebe a exposição Luz e Sombra na Pintura Italiana. A mostra traça um panorama do Renascimento e do Barroco dos séculos 16, 17 e 18, com 65 pinturas assinadas por artistas como Tintoretto e Tiziano. Paço Imperial, pça. 15 de Novembro, 48, Rio de Janeiro, tel. (21) 2533 4491; www.pacoimperial.com.br.
MUSEU – Primeiro do gênero em todo o mundo, o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, mostra as diversas facetas do idioma por meio de recursos audiovisuais e atividades interativas, que permitem brincar com as palavras. Museu da Língua Portuguesa, estação da Luz, pça. da Luz, s/n;
www.estacaodaluz.org.br.
Aos 90 anos, o grande poeta matogrossense Manoel de Barros se declara um “infante”. E revive a mocidade – e uma segunda infância, em sua concepção –, a descoberta do amor, do sexo e das convicções políticas em seu novo livro, o segundo volume da trilogia Memórias Inventadas, iniciada em 2003 com A Infância. Os poemas vêm em folhas soltas acomodadas numa caixa, acompanhados de iluminuras da filha do escritor, Martha Barros. O livro é um convite irrecusável para desfrutar o talento de um escritor que dispensa apresentações.
LIVROMANOEL POR MANOEL
“Agora tenho saudade do que não fui. Acho que o que faço agora é o que não pude fazer na infância. Faço outro tipo de peraltagem. Cresci brincando no chão, entre formigas. De uma infância livre e sem comparamentos. Eu tinha mais comunhão com as coisas do que comparação. Então eu trago das minhas raízes crianceiras a visão comungante e oblíqua das coisas. Eu tenho que essa visão oblíqua vem de eu ter sido criança em algum lugar perdido onde havia transfusão da natureza e comunhão com ela. Era o menino e os bichinhos. Era o menino e o sol. O menino e o rio. Era o menino e as árvores”
Lembra do compacto simples, o disco de vinil com uma faixa de cada lado? O visual dele foi recuperado nos CDs graváveis da marca Benq, importados da Malásia. Cada um comporta 80 minutos de música em formato WAV ou 700 MB de arquivos de dados, como MP3. E tem até os sulcos, como nas velhas bolachas. O pacote com dez unidades sai por 30,70 reais na Fnac.
Nos anos 1980 e 90, era difícil categorizar o som do Dead Can Dance, uma dupla formada pelo irlandês Brendan Perry e pela australiana Lisa Gerrard. New age? Pop? World music? A cada disco, eles se inspiravam num tempo e lugar: no rock gótico, nos trovadores medievais, nos tambores tribais. A coletânea lançada agora, com 15 faixas, cobre a carreira do grupo, extinto em 1999 – uma prova de que toda essa diversidade continua atual. E dá pistas porque quem viu a apresentação do Dead Can Dance no Brasil, em 1998, entrou em êxtase.
CDContada e recontada por nove séculos, a história do amor trágico de Tristão e Isolda é uma das mais belas páginas das lendas cavaleirescas, que descreviam os feitos e as aventuras dos cavaleiros medievais. A fábula acaba de ganhar uma nova versão: um romance de fôlego assinado por uma advogada paulistana, estudiosa das culturas celta e grega. Em sua visão, a autora optou por minimizar os aspectos fantásticos e mágicos da lenda – como o famoso filtro do amor bebido por engano pelo casal – para humanizar a figura do cavaleiro fadado à infelicidade já a partir de seu nome de batismo.
LIVRO