O apogeu desse conhecimento aconteceu há 3 550 anos, no reinado do faraó Amenófis IV (1364-1347 a.C.), quando uma revolução social e religiosa implantou no Egito o monoteísmo – o culto a um deus único. “Para conquistar o povo à devoção de Aton, o rei abriu as portas dos templos, e parte do conhecimento dos sacerdotes se popularizou, incluindo noções de nutrição, higiene e equilíbrio de energia”, explica Ana Paula Garrido, coordenadora do Instituto Nefru, que divulga o kabash em São Paulo.
Essa meditação demora apenas alguns minutos e obedece aos ciclos da natureza. As técnicas voltadas à saúde física são feitas pela manhã, porque aproveitam a energia vital do Sol, enquanto as focadas no equilíbrio emocional funcionam melhor à noite, quando a Lua exerce influência sobre as emoções.
“Bastam cinco minutos diários dessa meditação para levar a um profundo contato interior, capaz de trazer benefícios para todas as áreas da vida”, completa Ana Paula. A administradora de empresas Mara Regina Cunio, 32 anos, confirma: “Depois de dois anos de prática, percebo que estou mais concentrada, organizada e lido melhor com o estresse”.
As meditações do kabash, chamadas de drabaká, apaziguam a mente e aliviam a ansiedade. Os especialistas recomendam a prática diária em um lugar tranqüilo.
Mu shet
Esse dabraká é útil para combater o estresse.
Pode ser feito três vezes ao dia: ao acordar, antes do almoço (o estresse chega a prejudicar a assimilação dos nutrientes) e à noite, antes de dormir.
Em pé, virado para o leste – a direção onde o Sol nasce –, feche os olhos, cruze os braços na altura do peito (com o braço esquerdo sobre o direito) e mentalize as palavras mu shet (que quer dizer aliviar tensões) durante três minutos.
Mishalá
Indicada para situações difíceis e frustrações.
Deve ser feita antes de dormir, para que o estímulo de paz continue ativo durante o sono e no nível inconsciente — na qual costumamos cristalizar os sentimentos mal resolvidos.
Sente-se no chão e, se preferir, acenda uma vela (símbolo da espiritualidade). Mentalize a palavra mishalá (que quer dizer “elaborar as situações destrutivas”) por três minutos, repetindo sucessivamente: mishalá, esquecimento; Mishalá, paz; mishalá, bálsamo para minhas feridas.