
Vestido com estampa chinesa de Adriana
Barra, brincos da Acessórios Modernos, colar de Mary
Design, pulseiras da Caleidoscópio. |
BEM-ESTAR
É étnico, é chique!
O encanto, as cores, os modelos e as estampas
das roupas tradicionais da Ásia e da África ultrapassam
todas as fronteiras e invadem as ruas deste nosso país
tropical. O estilo étnico une o passado com a sedução
do presente.
Delicadezas da China e do Japão
Nestes tempos de globalização,
em que as culturas estão cada vez mais miscigenadas,
a moda vai buscar nas tradições do Oriente e da
África as referências para criar roupas, sapatos,
acessórios que sejam ao mesmo tempo contemporâneos
e arcaicos. “Esse retorno dos elementos étnicos
está relacionado a nosso desejo de preservar valores,
rituais, tradições. Por isso nos identificamos
com elementos dessas culturas ancestrais que podem fazer parte
de nosso cotidiano”, acredita João Braga, professor
de história da moda da Escola de Moda do Senac, São
Paulo.
Da China e do Japão, vêm as sedas, os cortes assimétricos,
as estampas de mandalas ou dragões, tecidos laminados
e tons muito vivos, como o vermelho e o amarelo, usado apenas
pelos imperadores, símbolo de nobreza. E também
os chinelos. “Em todas as culturas milenares, os sapatos
são muito simples e confortáveis, como os chinelos
e as sapatilhas”, acrescenta João Braga.
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Blusa
da Japan Society, leque do Ateliê Olá, chinelo
da Feel, bolsa da Doll, pulseirasde Tutu Ferreira, na caixinha,
bonecos de origami da Esencial. |
O toque selvagem da África
A natureza exuberante, a liberdade
dos animais selvagens, os materiais rústicos traduzem
a força do continente africano. Nas roupas e nos acessórios,
o desenho da pele dos animais vira estampa em tecidos sintéticos
e faz uma mistura do que é primitivo, sofisticado e sensual.
Os elementos da natureza, como metal, madeira, ossos e sementes,
estão em pulseiras e colares grandes, que lembram a maneira
tribal de adornar o corpo.
Os tons terrosos imperam, renovando a força dos pigmentos
da gama de marrons, ocres, terrosos. Quando são compostos
com o preto, criam o contraste que evidencia a beleza dessas
cores da natureza.
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Pássaros e felinos convivem na camisa da Theodora,
colar com contas retangulares da Mary Design, colar de sementes
da Esencial, jeans da Spezzato, pulseiras de chifre de Esencial
e Conceito: Firma Casa, brincos da Acessórios Modernos.
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Na
foto da direita, a zebra está na camiseta da Fit,
bolsa imita pele de onça, de Marcos & Rudy, cinto
de sementes e pulseira de osso e prata de Claudia Duarte,
calça da Tan Tan, sandália de Jorge Alex sobre
capa de almofada que remete às inscrições
rupestres, da Ethnix. |
Da
Índia vêm transparências e brilhos
A mulher indiana se enfeita sem medo
de misturar cores fortes – pink, roxo, amarelo, vermelho,
verde — com brilhos de lantejoula e mesmo de pequenos
fragmentos de espelhos. Na tradição, além
de refletir a luz, eles tinham o efeito de talismãs,
pois afastavam vibrações indesejáveis.
Geralmente são bordados com fios laminados sobre o algodão,
unindo a nobreza dos tons metálicos com a simplicidade
da fibra natural. Alguns tecidos são muito finos e envolvem
o corpo com as transparências. Para as indianas, brincos
e pulseiras – grandes porque são de metal compacto
ou somam muitas peças delicadas – são sinais
de nobreza e vaidade.
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Bata pink bordada com espelhinhos da Ganesh sobre regata
Hering, colar da Tutu Ferreira, pulseira vazada da Caleidoscópio,
braceletes de prata da Feel, calça da Zigo Store. |
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Na
página ao lado, sapato bordado com lantejoulas da
Conceito: Firma Casa sobre calça preta de seda bordada
da Ganesh, echarpe indiana da FG, móbile de estrelas
coloridas e pulseiras multicoloridas da Ethnix, brinco da
Gra Multistore, bolsa bordada com brocado R. S. V. Purse,
mala (o terço budista) da Originallis, pulseiras
multicoloridas da Ethnix. |
Fotos: Eduardo Delfim
Reportagem Fotográfica: Astrid van Rooy
junho 2004
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