
Da Amazônia
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BELEZA
Toque natural
Sabonetes vegetais, feitos com extratos
de espécies da Amazônia e de outras plantas, cuidam
melhor de sua pele
e envolvem o banho em aromas delicados.
Eles contêm mais óleos vegetais do que qualquer
outro ingrediente em sua composição, o que significa
pouca quantidade de produtos químicos e zero de gordura
animal – pode-se dizer que são ecologicamente corretos.
Essa é a definição para sabonetes vegetais.
A vantagem de usá-los é que limpam sem agredir
a pele. “Quanto mais cuidadosa a escolha dos ativos, melhor
a hidratação e menor o risco de a pele ficar irritada
ou ressecada pela ação dos sabonetes”, diz
a dermatologista Adriana Awada, de Santo André, SP.
Há muitas opções desse tipo de produto,
com finalidades e aromas diferentes. Os sabonetes são
feitos com ingredientes cada vez mais exóticos, como
os extraídos da floresta Amazônica ou de plantações
espalhadas pelo Brasil. Por exemplo: da palma do Pará
e do babaçu do Maranhão são retirados ativos
responsáveis pela limpeza, pelo equilíbrio da
oleosidade da pele e pela espuma e solidez do sabonete. O óleo
de linhaça e o de pequi são nutritivos, ricos
em vitamina A e proteínas. Das flores e folhas da calêndula
vêm elementos que amaciam a pele.
Essas substâncias estão na base da fórmula,
mas vale esclarecer que o sabonete vegetal, mesmo o mais puro,
contém produtos sintéticos. “Alguns aditivos
químicos, como o estabilizante e o detergente, são
fundamentais para o produto não desmanchar”, informa
Adriana Awada.
Outras barras, embora contenham base química, incluem
extratos como o de amêndoas, que dá elasticidade
à pele, sementes de girassol, fonte de vitamina E, e
chá verde, conhecido por suas propriedades antienvelhecimento.
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Flores,
frutos, sementes
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Texto: Kátia Stringueto
Reportagem Fotográfica: Camile Comandini
Fotos: Eduardo Delfim
Março 2004
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