1.Quando você recebe um pagamento extra (bônus, gratificação, prêmio, 13° salário), o que faz?
A. Guarda tudo para o futuro, pensando numa eventual emergência.
B. Antes de receber, já gastou por conta e então usa tudo para pagar as dívidas.
C. Conta com a renda extra para poupar.
D. Nem lembrava que tinha esse dinheiro a mais para receber.
E. Fica chateado porque é muito menos do que você precisa.
F. Coloca uma parte no orçamento mensal e planeja o que comprar com isso, reservando outra parte para aplicações.
2. Depois de alguns dias de viagem, falta tudo em casa e é preciso ir ao supermercado.
A. Deixa para ir depois.
B. Vai ao supermercado sem ter na cabeça o que precisa comprar e faz a festa.
C. Prepara uma lista de compras e olha os preços de cada produto, comprando sempre o mais barato.
D. Pede para alguém comprar o que falta sem nem saber bem o que quer.
E. Fica nervoso porque não tem dinheiro suficiente para as compras.
F. Faz uma lista de tudo que precisa e quer e se diverte fazendo compras.
3. Quando chegam as festas de fim de ano, os colegas de trabalho e a família organizam amigos-secretos.
A. Você avisa que não gosta de participar desse tipo de brincadeira.
B. Entra em todas as listas, gosta das trocas de presentes e da alegria.
C. Fica sem jeito de não participar e compra qualquer coisa baratinha.
D. Esquece até mesmo o nome do amigo secreto e nem se lembra de comprar o presente.
E. Acha que tudo isso não passa de bobagem e chateação.
F. Estuda o tipo do seu amigo e escolhe um presente que irá agradar – sem sair do orçamento.
4. Na época de tirar férias, o que você faz com seus 30 dias livres?
A. Vende o tempo para a empresa e guarda o dinheiro para alguma eventualidade.
B. Com antecedência, escolhe o roteiro, compra as roupas adequadas para a ocasião e não agüenta esperar que
chegue o momento do descanso.
C. Procura economizar o máximo, descansando sem gastar.
D. Não tem idéia de como aproveitar o tempo livre: não sabe para onde vai nem com quem.
E. Fica irritado porque o dinheiro de férias não dá para o roteiro escolhido.
F. Planeja as férias com meses de antecedência e reserva a quantia adequada para se divertir sem preocupação.
5. Quando sai para jantar com seus amigos, o que você costuma fazer na hora de dividir a conta?
A. Dá uma desculpa do tipo “esqueci a carteira” ou “estou sem dinheiro”.
B. Paga toda a conta sozinho com cartão de crédito.
C. Confere o total e o divide, até os centavos, entre todos os participantes.
D. Paga sem olhar direito e esquece de pegar o troco.
E. Fica chateado com o valor da conta, muito maior do que você esperava.
F. Gosta da companhia dos amigos e paga com prazer a sua parte, sem nenhum problema.
6. No dia que recebe o pagamento, o que você faz?
A. Separa uma parte e guarda para o futuro, dividindo o restante entre os gastos do mês.
B. Usa uma boa parte do que entrou na sua conta para saldar dívidas.
C. Marca tudo que recebeu e o que vai gastar sem esquecer as menores coisas – nem as balas.
D. Nem sabe direito quanto recebe, afinal, não trabalha por dinheiro.
E. Fica mal-humorado porque sempre sente que recebe menos do que acredita merecer.
F. Fica contente, pois poderá pagar suas dívidas e fazer uma reserva para aproveitar os próximos 30 dias.
7. Quando você pensa em fazer negócios, seus parentes e amigos entram nos planos?
A. Negócio é negócio, amigos à parte.
B. Conta com os amigos, embora alguns deles não paguem o que devem.
C. Geralmente, negócio com amigos e parentes vira briga.
D. Se faz negócio com amigo e parente, depois não sabe cobrar resultados e acaba ficando no prejuízo.
E. Os amigos e parentes vivem fugindo. Não dá para fazer negócio.
F. É muito melhor fazer negócio com amigos e parentes do que com inimigos ou desconhecidos.
8. Quando amigos e parentes pedem dinheiro emprestado, o que você faz?
A. Fala que não tem porque acredita que ninguém paga mesmo.
B. Sempre empresta, mas nunca recebe de volta.
C. Se empresta, cobra juros. E, se não pagam, não empresta de novo.
D. Empresta tudo o que tem no bolso e depois nem se lembra de quanto foi.
E. Não empresta. Pensa que há muitos folgados em todo lugar.
F. Empresta somente em condições especiais, sem que abusem de você. Muitas vezes, prefere dar a emprestar.
9. Como se sente na hora de pagar o cartão de crédito ou os cheques prédatados?
A. Fica mal, detesta pagar.
B. Paga o valor mínimo do cartão para manter o crédito aberto e se endivida com os juros. Muitas vezes nem tem saldo para cobrir os pré-datados.
C. Paga porque é sua obrigação. Além disso, a despesa estava prevista, já que havia anotado tudo.
D. Nem lembra o dia do pagamento, muito menos sabe se tem como pagar.
E. Não gosta de pagar e fica até nervoso porque fará falta depois.
F. Utiliza cartões e cheques pré-datados a seu favor como parte do planejamento do orçamento.
10. Você encontra um amigo que estava muito bem de vida em má fase financeira, o que faz?
A. Fica surpreso com o estado dele, mas isso não é problema seu.
B. Fica com dó e oferece apoio financeiro para tirá-lo da pior.
C. Olha para ele, diz que gostaria de ajudá-lo, mas que não tem dinheiro.
D. Lembra-se de como era a vida dele antes e nem percebe que poderia ajudar.
E. Nem pensa em ajudar.
F. Acolhe o amigo, ouve sua história e se oferece para o que for preciso.
Entesourador - Ele tem verdadeiro pavor de que
falte dinheiro no futuro, por isso
sua maior preocupação é economizar
e guardar. É o popular pão-duro.
Como não consegue aproveitar
o momento gastando com coisas
que dêem prazer, acaba ficando
com dinheiro acumulado sem muita
serventia, já que não será usado
para nada, e pode até sofrer perdas
em investimentos errados. Esse tipo
de atitude, além de demonstrar insegurança,
muitas vezes está ligado
a alguma privação na infância – de
afeto ou alimento, por exemplo.
Isso fez com que se desenvolvesse o
hábito de acumular para não faltar,
como uma espécie de defesa para
que a situação não se repita no futuro.
Apesar de esse comportamento
geralmente ser bastante criticado
por amigos e familiares, que percebem
facilmente essa característica
negativa, sente-se muita dificuldade
em assumir ou mesmo perceber o
problema. É provável que o entesourador
só entenda que compartilhar,
ser generoso e dar-se prazer
são gestos importantes quando passar
por perdas ou por um processo
de autoconhecimento.
Refazer o teste
Consumista - Tudo que importa para ele é o
prazer do momento: o jantar no
restaurante caro ou a roupa da moda.
Gastando sem pensar, ou mesmo
planejar, acaba fazendo dívidas
com cartões de crédito e cheques
pré-datados. É comum que a vontade
incontrolável de comprar chegue
nos momentos de frustração –
término de um relacionamento,
briga com o chefe, desentendimentos
familiares – e o consumo venha
para suprir a carência. Também
acontece com pessoas com baixa
auto-estima, que sentem falta de
atenção. Para elas, ostentar o carro
do ano ou a roupa de marca serve
para chamar a atenção ou provar
seu sucesso. As raízes desse problema
estão em uma infância sem limites,
em que a criança teve tudo
que quis. Na vida adulta, o problema
se agrava com a força da propaganda
e da cultura, que incita ao
consumo. Para sair desse ciclo, o
primeiro passo é perceber que está
comprando o que não precisa.
Depois, fazer um orçamento mensal
com os itens realmente necessários
e não cair na tentação de comprar
algo fora da lista.
Refazer o teste
Escravo - O dinheiro não é meio de adquirir
produtos e serviços, mas um fim.
A preocupação principal de um escravo
do dinheiro é a acumulação.
Ele sabe o preço de tudo, lê todos
os noticiários financeiros, troca parte
das férias por pagamento, morre
de medo de perder o emprego.
Não consegue ter prazer na vida
porque não tem coragem de gastar,
pois seu objetivo é ter um saldo gordo
no banco. Essa postura pode ser
o reflexo de uma educação severa,
em que os pais não davam à criança
espaço para se exprimir ou manifestar
seus gostos pessoais.
Ensinada a viver sem prazer, normalmente
tem dificuldade em estabelecer
vínculos e se relacionar. No
trabalho, o resultado é que a pessoa
acaba virando um workaholic e
acha que precisa se matar de trabalhar
para garantir o salário no fim
do mês. O problema é que essa maneira
de lidar com o dinheiro impede
que seja criativa e flexível, qualidades
em alta hoje. O segredo é
identificar a falta de prazer no diaa-
dia, sair em busca da satisfação
pessoal e não viver condicionado a
regras criadas por outras pessoas.
Refazer o teste
Desligado - Ele vive completamente alheio a
suas finanças. Não sabe o valor de
seu salário nem tem noção dos preços,
muito menos acompanha e administra
seu saldo no banco. Como
não liga para dinheiro, tem sempre
alguém para cuidar de suas finanças
– pode ser os pais, o companheiro
ou os filhos. Muitas vezes,
quem não dá atenção ao orçamento
também descuida de si, veste-se
de qualquer maneira, não liga para
a aparência. São pessoas que detestam
fazer compras e preferem que
alguém faça isso por elas. Isso reflete
imaturidade emocional e falta de
poder de decisão, já que sempre há
alguém pronto para resolver tudo
por elas. Esse é o perfil típico da
criança que foi criada em uma redoma,
onde recebeu tudo que quis
sem precisar pedir nem procurou
saber de onde vinham os recursos
para adquirir as coisas. Dessa maneira,
ela não teve espaço para se
afirmar e crescer. Esse tipo de pessoa
só vai mudar de atitude quando
não tiver mais quem se encarregue
de cuidar de tudo para ela e assim
sentir-se obrigada a assumir a responsabilidade
sobre o que é seu.
Refazer o teste
Raivoso - É o tipo que não se interessa por
economia, despreza quem tem dinheiro
e se acha injustiçada.
Costuma achar que ganha pouco e
reage mal se pede um empréstimo
ou um aumento e não consegue.
Ressentido, pode demonstrar inveja
dos outros, tanto de seus bens materiais
quanto de qualidades subjetivas,
como beleza e simpatia. Esse
perfil costuma ser encontrado em
ambientes opostos: onde há muita
riqueza ou muita privação. No primeiro
caso, são pessoas que viveram
na fartura desde a infância,
mas nunca tiveram poder de escolha,
submetendo-se às vontades dos
outros. Quando ganhavam um carro
ou uma viagem, por exemplo,
nunca era exatamente o que desejavam,
mas sim algo imposto pelos
pais, que pagavam a conta. Essas
pessoas vivem sem sentir o sabor da
conquista. Já entre pessoas mais pobres,
o comportamento espelha
uma atitude dos pais, que reclamavam
da falta de dinheiro e das injustiças
dos patrões. Muitas vezes,
quem tem esse comportamento incutido
pode até ganhar bem, mas
sempre vai se achar explorado.
Refazer o teste
Equilibrado - Há gente que tem habilidade para
lidar com o dinheiro, que consegue
ganhar e gastar de maneira a
se satisfazer. São pessoas confiantes,
que conhecem seus limites e
sabem lidar com a frustração. Não
são passivas, conseguem perceber
o que é e o que não é possível fazer
e encontram meios para conquistar
o que desejam. Têm equilíbrio
interno e são autênticas – não
se importam muito com o que os
outros falam, guiam-se usando suas
próprias referências internas. Na
hora dos gastos imprevistos, não se
metem em apuros – mantêm sempre
uma quantia guardada para
emergências. Pessoas assim têm
mais facilidade para concretizar
planos, como a compra de um
imóvel, pois conseguem planejar
seus gastos com bastante antecedência.
Ao lidar bem com o dinheiro,
também sabem compartilhar
com os outros e aproveitar a vida.
Quem não é assim pode desenvolver
essas qualidades observando e
tentando mudar suas atitudes.
Refazer o teste