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BEM-ESTAR
Quando você se sentiu vencedor?
Todos nós temos algo de que
nos orgulhar: uma idéia colocada em prática, a
superação de um medo, um acerto de contas com
o passado... Pense um pouco e talvez você concorde com
alguns dos entrevistados a seguir. Para a grande maioria deles,
a sensação de vitória é muito mais
interna que externa. Quer dizer: não depende tanto da
conta bancária ou do prêmio ganho na loteria. Ela
está ligada, sim, a conquistas pessoais e à certeza
de termos um intenso poder de realização. É
essa força que nos coloca para frente e nos faz encarar
as dificuldades da vida com garra e prazer.
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1. “Eu
me sinto um vencedor nas noites em que encosto a cabeça
no travesseiro e durmo tranqüilo, com a certeza de
que fiz o melhor. Esse melhor não significa ações
espetaculares, mas simplesmente a realização
das tarefas do dia com alegria, pique e vontade.”
Rafael Barreto, 27 anos, vendedor |
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2. “No dia em
que venci meus medos, me senti uma grande vencedora. Isso
aconteceu quando me separei, depois de muitos anos de casamento.
A partir daí, tive que transpor obstáculos,
me conhecer e me reinventar. Sem dúvida, foi um marco
em minha história.”
Regina Helena Moraes Piccolotto, 52 anos, pecuarista |
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3. “Sou um vencedor
todos os dias porque, para mim, o sucesso não depende
da situação financeira ou profissional. Vencer
é estar bem consigo mesmo, em qualquer momento da
vida. É o que tento fazer.”
Fabio Chiaroni, 42 anos, arquiteto |
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4. “Quando meu
filho nasceu, há dez anos, tive a sensação
deliciosa de chegar lá, subir ao pódio e comemorar.
Esse sentimento só aumentou com o tempo, já
que João Victor é a melhor coisa que eu fiz
na vida.”
Ivan Herculano, 52 anos, administrador de empresas |
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5. “Acho que foi
em Londres que senti esse gostinho da vitória. Estava
lá, pela primeira vez, para fazer um curso especial
de cortes de cabelo, algo que eu queria muito aprender.
Durante o ano em que passei estudando, me senti pleno e
cheio de energia. Isso é que é ser um vencedor,
não é?”
Rodrigo Oropallo, 28 anos, cabeleireiro |
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6. “Me realizei
quando fui figurinista da TV Globo depois de batalhar a
vaga por dois anos. Sinto orgulho também por manter
meu casamento a distância, já que meu marido
trabalha em outra cidade e só vem nos fins de semana.”
Paula Abud, 26 anos, consultora de moda |
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7. “Eu estava
no mar de Santos quando uma onda me levou para o fundo.
Fiquei três horas tentando voltar. Achava que ia morrer.
Mas em algum momento, graças a Deus, a maré
me levou para a areia, desmaiado. Naquela hora, nasci de
novo.”
Antonio Vasconcelos Nascimento, 65 anos, jornaleiro |
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8. “Uma das vezes
em que me senti vencedora foi quando passei no vestibular
para o curso de veterinária, entrando na Universidade
de São Paulo e em mais três faculdades, sem
cursinho.”
Mariana Vilela, 18 anos, estudante de veterinária |
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9. “Quando soube
que era uma das três garotas que ia disputar a final
de um concurso de beleza. Mesmo não tendo ficado
em primeiro lugar, me considero vitoriosa porque assinei
um contrato com uma agência.”
Najla Nasser, 15 anos, estudante |
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10. “Uma vez,
nos desfiles de moda em Paris, consegui fotografar a Linda
Evangelista, uma das modelos mais badaladas de então.
Me senti poderosíssima porque eu era editora de moda
e não fotógrafa.”
Maria da Penha Costa Paulo Milanez, 49 anos, jornalista |
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11. “Passei fome
e tive uma infância difícil, por isso considero
um grande êxito poder ajudar crianças e jovens
em situação de risco. Faço parte de
um grupo, Amigos de Israel, que procura dar oportunidades,
esperança e motivação a quem precisa.
É isso que me deixa feliz.”
Mordechai Efrain, 37 anos, rabino |
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12. “Estou me
sentindo agora! Acabei de comprar a passagem para minha
primeira ida ao exterior. Daqui a um mês estarei em
Madri, estudando espanhol e encontrando alguns parentes.
Mal posso esperar por essa viagem, que é inédita
em vários pontos: esta também é a primeira
vez que vou andar de avião.”
Cintia Ribeiro, 30 anos, secretária |
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13. “Dar à
luz o meu terceiro filho aos 42 anos, em um parto maravilhoso,
que durou só dez minutos, me fez sentir como uma
índia: sábia, poderosa e forte. Cheguei à
maternidade de madrugada e mal tive tempo de tirar a roupa.
Foi um momento intenso e que guardo com muito carinho.”
Tania Regina Nasser Silva Skrabe, 42 anos, psicanalista |
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14. “Há
dois meses, retomei a amizade com uma menina de quem
gosto muito. Essa foi, com certeza, uma das maiores conquistas
da minha vida. Nós estávamos abalados por
uma briga e depois de um grande esforço de minha
parte voltamos a ser amigos. Estou muito feliz.”
Peter Shyih Ang, 20 anos, estudante |
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15. “Foi o máximo
quando eu consegui velejar, depois de várias tentativas
frustradas. O vento no rosto e aquele marzão me deixaram
a mil. Outra experiência marcante, que trouxe a deliciosa
sensação de estar vivo, foi esquiar na neve.”
Julio Franco, 47 anos, engenheiro |
ITexto: Chantal Brissac
Fotos: Gustavo Lourenção
Agosto 2004
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