
Partir em busca da terra e da cultura
dos ancestrais é um tipo muito especial de viagem,
que clareia o passado e renova a confiança no presente
e no futuro. Três mulheres que foram à Itália,
à Amazônia e ao Marrocos contam o que encontraram
nesses lugares. |
VIAGEM
Retorno às origens
Viajar é uma das maneiras mais gostosas
de transformar a rotina e renovar as energias. Esse efeito é
multiplicado quando o roteiro inclui lugares onde viveram nossos
pais ou avós, onde estão nossas raízes.
“Tudo leva a crer que viajar é um movimento voltado
para fora, para a descoberta do mundo, de outras pessoas. Mas
pode também significar um mergulho interno, um reencontro
consigo mesmo”, afirma Irene Cardotti, psicoterapeuta,
de São Paulo.
Fazer um retorno às origens é uma oportunidade
de entrar em contato com a própria essência. “Algumas
pessoas vivem experiências marcantes. Voltam renovadas
e mais seguras sobre o que foram no passado e sobre os caminhos
a seguir no presente e no futuro”, explica o psicólogo
Francisco Coelho, de São Paulo.
Há quem faça viagens mais distantes no tempo,
tentando compreender antigas questões culturais. Para
o psicólogo, essas pessoas vivem experiências muito
ricas, que agem diretamente sobre as emoções e
têm efeito terapêutico. “É como se
encontrassem um elo perdido”, explica. Na bagagem de volta,
trazem uma história que modifica sua maneira de encarar
o mundo e de se relacionar com outras pessoas.
TEXTO: ANA CRISTINA GONÇALVES
Março
2003
VEJA MAIS SOBRE ESTE ASSUNTO
|