Deixar o carro em casa, economizar água, separar e reciclar o lixo - todo mundo sabe que é preciso mudar os hábitos para evitar causar ainda mais danos ao meio ambiente. Só que, na hora de tomar uma atitude, dá uma preguiça... A convite de Bons Fluidos, Carol Costa aceitou o desafio de colocar em prática 10 ações que podem poupar nosso simpático planetinha Azul. São coisas simples, que qualquer um pode fazer. Acompanhe os 30 dias de experiência na vida da jornalista que quer "enverdecer".

Dia 4 Os olhos vermelhos

Levanto durante a noite para beber água e lá estão os dois olhinhos vermelhos me olhando na escuridão, como lembretes luminosos da minha displicência. “Putz, esqueci de tirar a TV da tomada de novo!”

Tenho nove aparelhos que costumam ficar no stand-by – ou melhor, costumavam, desde que descobri que manter aquela luzinha acesa à toa encarece em até 20% a conta de energia elétrica. Durante o mês, a gente mal percebe, mas, no final do ano, dependendo de quantos aparelhos você tem em casa, a conta chega aos três dígitos facilmente.

Depois que botei um lembrete ao lado da cabeceira da cama – “já desligou os olhos vermelhos?” –, fiquei craque em desligar os eletrônicos. A única coisa que permanece em modo de espera é minha conta bancária. Mas essa, infelizmente, vai ficar fora da tomada por mais uns bons dias...
Postado por Carol Costa - 04/04/2008 comentários: 8
Dia 3 Só o caldinho

Tomate, alface e cenoura sempre fizeram parte do meu cardápio. Na infância, lembro de um jantar em que implorei por uma porção maior de escarola – atitude que, espero, tenha feito minha mãe tirar minha temperatura para ver se eu estava doente. Mesmo as folhas amargas, que encabeçam a lista de alimentos odiados por crianças, eram freqüentes no meu prato: eu adorava espinafre, rúcula e outras coisas verdes.

Apesar desses precedentes, só depois que você fica sem carne é que se lembra da existência de outros legumes, frutas e coisas comíveis que não mugem ou guincham enquanto vivas, nem sangram quando você as espeta com um garfo. Descobre, por exemplo, o poder transformador do azeite de oliva – no prato e na balança, claro. Na fila do restaurante por quilo, se pega indecisa entre temperar com sal e limão ou experimentar um molho agridoce. E fica repentinamente generosa nas doses de palmito, tomate seco, champignons e outros ingredientes turbinados, que deixam saladas quase tão calóricas quando um Big Mac duplo.

Mas nada salva mais a vida de uma recém-vegetariana do que as cebolas que acompanham o bife ou o caldinho da carne de panela sobre o arroz. Benditos sejam os guisados.
Postado por Carol Costa - 04/04/2008 comentários: 10

Botou as mãos sujas de nanquim numa redação, em 1997, aos 17 anos.
Nunca mais saiu. Ou melhor, sai, periodicamente, para fazer reportagens, ir às aulas de dança, voar no trapézio, manter um blog e escrever a coluna Voadeira para a Bons Fluidos.

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