Numerologia do nome  |
BUSCA: 

 

As lições do mestre do tempo

Conheça o lado benéfico e construtivo desse planeta, que é costumeiramente associado a crises e limitações.
E aprenda a usar a energia saturnina
para estruturar mudanças em sua vida

A simples menção a Saturno é capaz de provocar arrepios em quem conhece um pouco de astrologia. Associado a inibições, medo e pessimismo, o planeta dos anéis traz consigo a idéia de crise, dor e sofrimento. Apesar dessa má fama não ser totalmente infundada, a interpretação de Saturno não deve se limitar a seus piores aspectos. “Como todos os planetas, ele tem seu lado positivo e construtivo”, afirma a astróloga e taróloga Eliane C. Miralhes, de São Paulo. “Saturno mostra nossa missão na vida e nos ensina a importância da consciência, responsabilidade, paciência e perseverança. Por ser um planeta que dá forma e estabilidade, sua influência nos ajuda a estruturar internamente e a concretizar metas”, explica a astróloga. Todas as pessoas vivenciam aproximadamente a cada sete anos as crises saturninas, períodos que quase sempre deflagram profundas transformações. A maior de todas acontece entre os 28 e 30 anos, o chamado “retorno de Saturno”, quando ele completa sua passagem por todos os signos do Zodíaco e volta a seu ponto natal (veja quadro). Nesses momentos, como um grande cobrador, Saturno nos confronta com tudo o que negligenciamos ou nos recusamos a encarar. Nos põe face a face com a realidade, deixando de lado fantasias e ilusões. “O planeta age como um fiscal”, exemplifica Eliane. “Se você vive de acordo com seu verdadeiro propósito de vida e de suas motivações, ótimo. Senão, o confronto de valores é inevitável.” O planeta está relacionado a Cronos o deus grego do tempo, que distribui justiça com imparcialidade, mas é pouco piedoso e condescendente. “Saturno nos aconselha a viver o presente com consciência do que queremos”, diz Eliane Miralhes. Nas páginas seguintes, você descobre em que signo está o planeta em seu mapa astrológico e como utilizar essa energia a seu favor.

Texto: Wilson F. D. Weigl/Ilustrações: Paulo Nilson